Globalização Cultural, (Des)territorialização e política linguística educacional na e para a constituição identitária do sujeito indígena

(Ismara Tasso, Jefferson Campos e Margarida Liss)

ARTIGO

O artigo objetiva demonstrar, subsidiados em noções da Análise do Discurso erigidas por Foucault (1996, 2006, 2007a, 2007b, 2008) e dos Estudos Culturais, em Hall (2006) e Silva (2007), como o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas constitui-se em dispositivo que ora segrega e ora agrega as línguas indígenas em espaços territoriais delimitados, e como contribui para a (des)constituição da identidade linguística do sujeito indígena, no território nacional
exterior às suas terras.

Palavras-chave: identidade linguística; (des)territorialização; políticas linguísticas.

Acesse o artigo da revista Raído – Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFGD, vol. 5, n. 9 (2011)


Stances of (in)visibility of the female Negro body-focusing on portinaris pictorial aestheticsStances of (in)visibility of the female Negro body: focusing on portinaris pictorial aesthetics
(Ismara Tasso e Jefferson Campos)

ARTIGO

Current analysis investigates the manner identity constitution and black female;s visual representation in Portinaris iconography is shown within the theoretical presuppositions of the French Discourse Analysis in alignment with the theoretical bases of Peirces Semiotics, the History of the Body and Cultural Studies. The social and the political factors are understood through an interpretative stance, within the paradoxical state of intangible significant materiality. The descriptive, interpretative, archeological and genealogical movement showed that the half-naked body is presented as erotic, perceived as exotic and treated as profane. The movement also showed that sensuality is signified and re-signified by the marginal since it works with discursive memory which conceives the exotic as an order opposed to existence, namely the profane order, and the place in which the subjects of difference encounter one another

Key-words: visual representation; identity; negro woman; social and political factors

Acesse o artigo da revista Acta Scientiarum – Language and Culture, Maringá, v. 32, n. 2 (2010)


Agency regimes of subjects with disability: norm, normalization and identity on the screen
(Ismara Tasso e Érica Danielle Silva)

ARTIGO

The identity of subjects with disabilities has gradually and progressively become more visible on the TV screen in the wake of the order of the law and the history of abnormal subjects. Conditions of possibilities have been created for the circulation and establishment of practices that institute and promote inclusion policies. Their emergency is basically foregrounded on principles related to the progress of science and its application in several fields and to the involvement of several sectors of society for the common good (SILVA, 1987). Current essay demonstrates the manner the identity constitution of the subject with disabilities is established in Brazil under the aegis of governamentability through complex relationships of power within society. The descriptive and interpretative archeological genealogical movement used in a TV advertisement during the National Week of People with Disabilities in 2009 revealed a language, verbal and imagistic, transmitting a symbolical organization that represents a form of agency of self, State and the Other. It deals with regimes of governamentality propped by law and placed to work within society.

Keywords: governamentality; subjects with disabilities; identity.

Acesse o artigo na revista Calidoscópio, São Leopoldo (RS), v.10, n. 1 (2012)


A (in)visibilidade da monstruosidade do corpo deficiente na pela história e a produção de sentidos na contemporaneidadeA (in)visibilidade da monstruosidade do corpo deficiente na/pela história e a produção de sentidos na contemporaneidade
(Érica Danielle Silva)

ARTIGO

Filiando-nos aos pressupostos teóricos de Michel Foucault, tomamos como objeto de reflexão o sujeito deficiente, inquietados pelas estratégias e mecanismos linguístico-discursivos que promovem a (in)visibilidade da pessoa com deficiência na/pela histo?ria. Neste texto, objetivamos compreender a monstruosidade do corpo como um dispositivo do olhar cujas técnicas são moldadas e atualizadas de acordo com o investimento político dispensado ao corpo deficiente em condições de produção específicas. Para tanto, levantamos as condições de existência dos discursos que constituem a monstruosidade do corpo deficiente até o século XIX e discutimos, a partir de enunciados efetivamente produzidos, como esse regime do olhar produz sentidos em condições de produção outras.

Palavras-chave: Sujeito com deficiência; Monstruosidade; Memória discursiva; Análise do Discurso.

Acesso o artigo na revista Estudos da Língua(gem), Vol. 10, No 2 (2012)


Prática discursiva midiática- a pessoa com deficiência no seriado MalhaçãoPrática discursiva midiática: a pessoa com deficiência no seriado “Malhação”
(Ismara Tasso e Érica Danielle Silva)

ARTIGO

Este texto privilegia a constituição identitária do sujeito com deficiência nas práticas discursivas midiáticas na contemporaneidade. Consideramos que esse sujeito é constituído tanto pelas condições biológicas, físicas ou comportamentais, como também por complexas relações entre mecanismos e estratégias de identificação, que articulam o que pode e deve ser dito no jogo de interdições, no momento socio-histórico da produção dos enunciados. Problematizamos, assim, o modo como a mídia tem colocado em circulação a representação da constituição identitária do sujeito com deficiência, haja vista as relações de saber-poder que estão envolvidas nessa prática normalizadora.

Clique na revista Interfaces, Guarapuava, Vol. 3 n. 2 (dez. 2012) para acessar ao conteúdo.


Discurso imagético, representação e identidade indígena- questões teórico-analíticasDiscurso imagético, representação e identidade indígena: questões teórico-analíticas
(Ismara Tasso e Raquel Gregadolli Gonçalves)

ARTIGO

Ler imagens como materialidade discursiva é o empreendimento deste trabalho teórico-analítico, justificado pelas demandas da contemporaneidade no campo educacional, tecnológico e comunicacional. Sob a perspectiva da Análise do Discurso de linha francesa e de seus desdobramentos no Brasil, em interfaces com os Estudos Culturais, o movimento descritivo-interpretativo mobilizado buscou compreender o modo como a representação visual e as identidades para o sujeito indígena foram construídas no Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).

Acesse o artigo na revista Estudos da Língua(gem), Vol. 10, No 2 (2012).


Discurso em imagem- verdade, fotografia-documentário e o inventário do realDiscurso em imagem: verdade, fotografia-documentário e o inventário do real
(Ismara Tasso)

ARTIGO

Neste artigo, o percurso traçado pelo movimento analítico arqueogenealógico visou compreender como a série enunciativa iconográfica do acontecimento “Brasil, 500 anos” alçou o status de inventário do real, a partir do modo como corpos em vigília foram retratados pela mídia, desvelando, com isso, modos de dizer e de olhar a interculturalidade na contemporaneidade em tempo e espaço inapropriados ao indesejável acontecimento. O estudo demandou reflexões sobre a prática discursiva midiática circunscrita ao acontecimento para as quais delineamos procedimentos analíticos ajustados à empreitada de escavar e de desvelar espaços de revigoramento do acontecimento materializado em fotografias-documentais/monumentais. Para tanto, apontamos relações que permitiram a individualidade dos enunciados relativos aos dispositivos interculturalidade, política afirmativa e biopolítica, assim como, identificar a intolerância como o referencial para as condições de (co)existência enunciativa e para a condição de realidade da dispersão do objeto constituído por essa série enunciativa.

Palavras-chave: Acontecimento; fotografia-documento; inventário do real; biopolítica.

Acesse o artigo na revista Científica Ciência em Curso, Palhoça (SC), v. 1, n. 2, p. 142-157, jul/dez. 2013.


Identidade e Subjetividade- o sujeito com deficiência no documentário Ver e crerIdentidade e Subjetividade: o sujeito com deficiência no documentário “Ver e crer”
(Érica Danielle Silva e Ismara Tasso)

Resumo: Diante da singularidade conferida ao regime de (in)visibilidade da pessoa com deficiência, na contemporaneidade, este estudo privilegia a constituição identitária desse sujeito à medida que ele é discursivizado por complexas relações entre os domínios do saber, do poder e da ética. Tal inquietação mobiliza-nos a empreender um gesto de leitura acerca do documentário “Ver e crer” exibido no festival de filmes “;Assim vivemos” (2007). Com base nos pressupostos teóricos dos Estudos Culturais acerca da questão da identidade, em associação com as noções de subjetividade e das práticas de si, caras ao solo epistemológico da Análise do Discurso de linha foucaultiana, buscamos compreender o modo como é dada a constituição identitária a partir das relações estabelecidas entre a representação visual do sujeito com deficiência e as condições de (co)existência enunciativa sobre o corpo deficiente. Na materialidade fílmica, objeto da análise empreendida, as estratégias e os mecanismos linguístico-discursivos empregados no documentário dão visibilidade ao exercício de um governo do outro, legitimado pela cultura da inclusão. Ocupar-se consigo mesmo é o fio condutor da discursivização da relação entre subjetividade e verdade,
que permeia a vontade de verdade sobre a inclusão construída na sociedade contemporânea.

Palavras-chave: Identidade. Subjetividade. Sujeito com deficiência.

Acesse o artigo na revista Signum: Estudos da Linguagem, v. 16, n. 1 (2013).


A PRÁTICA ASCÉTICA E O CORPO COM DEFICIÊNCIA O DISPOSITIVO DA INTIMIDADE NA PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA DOCUMENTALA PRÁTICA ASCÉTICA E O CORPO COM DEFICIÊNCIA: O DISPOSITIVO DA INTIMIDADE NA PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA DOCUMENTAL
(Érica Danielle Silva)

Em continuidade aos estudos que temos desenvolvido sobre a discursivização do corpo com deficiência, o percurso aqui proposto perpassa a prática discursiva cinematográfica contemporânea, cuja combinação entre o visível e o dizível constituem saberes próprios a cada formação histórica, que articulam o aparecimento, a disseminação e o silenciamento de tecnologias políticas do corpo. Dentre as atuais práticas discursivas cinematográficas nacionais, chamou-nos a atenção os documentários mais votados na edição de 2007 do Festival Internacional de Filmes “Assim Vivemos”, promovido e patrocinado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil. A natureza instrumental das produções fílmicas, nesse festival, viabiliza tomar o documentário como um monumento (FOUCAULT, 2007a), que coloca em circulação uma rede aberta de similitudes, cujos elementos teriam lugar e função de simulacro (FOUCAULT, 2008a). Sob tal delineamento, nos propusemos a compreender o eixo discursivo que organiza as condições de reconstituição enunciativa documental, que, por sua vez, constituem as condições de possibilidade de objetivação e de subjetivação do sujeito com deficiência, qualificando alguns efeitos de sentidos como verdadeiros. Filiando-nos aos pressupostos teórico-metodológicos foucaultianos, nos foi possível cingir o dispositivo da intimidade como norteador da prática discursiva documental, cujo efeito de verdade possibilita uma transição da política para a ética do corpo com deficiência. Asseveramos, assim, que a representação do verdadeiro, por meio das produções documentárias, revela que os jogos entre saber-poder deixam de ser coercitivos e passam a se exercer pela prática ascética de si, alternativa às estratégias de subjetivação do poder na contemporaneidade. Acesse o artigo aqui.


(IN)VISIBILIDADES DOS CORPOS EM VIGÍLIA- REGIMES DE VERDADE SOBRE EM POLÍTICAS AFIRMATIVAS E CINEMATOGRÁFICAS

(IN)VISIBILIDADES DOS CORPOS EM VIGÍLIA: REGIMES DE VERDADE SOBRE/EM POLÍTICAS AFIRMATIVAS E CINEMATOGRÁFICAS
(Ismara Tasso)

A abordagem da materialidade fílmica sobre a qual desenvolvemos o presente estudo teórico-analítico delineia-se em parâmetros da linguagem estéticodocumental, amparada, fundamentalmente, no arcabouço teórico da Análise do Discurso e de seus desdobramentos no Brasil, em diálogo com teorias do cinema e dos Estudos Culturais. Sob tal direção, o escopo teórico-analítico alinhava-se e agencia as noções foucaultianas de saber, poder, verdade e biopolítica, para que o trajeto aqui proposto confira o regime do olhar os corpos de que se trata na obra cinematográfica em foco. Ao conjugar língua(gem), história e memória, buscou-se a compreensão de como e por que o filme “LA TERRA DEGLI UOMIN ROSSI: BIRDWATCHERS – Terra Vermelha”, enquanto materialidade discursiva ficcional, dotada de propriedades singulares do documentário, imprime efeitos de verdade e institui regimes do olhar o corpo étnico para além do mítico e do diverso, já que o cinema sempre contará o que os movimentos e os tempos da imagem lhe fazem contar. Dessa forma e com pujança determinante de saberes técnicos, historiográficos e políticos, a produção fílmica assinalada explora conceitos étnicos, colonialistas e de desigualdade social que desestabilizam o poder instituído, e fazem irromper o sujeito da resistência, restitui ao indígena guaranikaiowá o status de guerreiro da contemporaneidade e, fundamentalmente, humaniza-o como sujeito ordinário no e do mundo. Clique aqui para acessar o arquivo.


Linguagem em (Dis)curso, vol 12, n 1 2014Estados paradoxais das ordens do ver e do dizer: a identidade da mulher brasileira em uma propaganda institucional de homenagem ao dia internacional da mulher
(Jefferson Gustavo dos Santos Campos e Dulce Elena Coelho Barros)

Jefferson Gustavo dos Santos Campos e Dulce Elena Coelho Barros, autores de Estados paradoxais das ordens do ver e do dizer: a identidade da mulher brasileira em uma propaganda institucional de homenagem ao Dia Internacional da Mulher, selecionam uma peça de propaganda videográfica da Caixa Econômica Federal para, acionando pressupostos da Análise Crítica de Discurso em sua relação com a análise de Discurso de filiação francesa e com a gramática do design visual, argumentar que se mantém para a mulher brasileira uma identidade marginalizada. Acesse o conteúdo aqui.


O PROCESSO TRADUTÓRIO NA CAMPANHA ROSIE THE RIVETER- A QUESTÃO DA VISIBILIDADE DO SUJEITO COM DEFICIÊNCIAO PROCESSO TRADUTÓRIO NA CAMPANHA “ROSIE THE RIVETER”: A QUESTÃO DA VISIBILIDADE DO SUJEITO COM DEFICIÊNCIA
(Érica Silva e Ismara Tasso)

Este artigo tem como objetivo geral trazer à tona algumas discussões acerca da noção de processo tradutório, reconhecendo a existência de mecanismos de produção de sentidos materializados em práticas tradutórias no entrecruzamento da língua e do discurso. Assumindo uma visão discursiva, partimos da hipótese de que a tradução é produtora de significados que podem ser construídos por regimes políticos, sociais, econômicos e institucionais de produção de verdades em um Determinado momento histórico. Objetivamos, de modo específico, refletir sobre o processo tradutório de um texto selecionado a partir de um corpus composto por três materialidades, considerados neste estudo como traduções (intra)interlinguais do cartaz criado por J. Howard Miller para uma campanha divulgada durante a segunda Guerra Mundial, nos Estados Unidos, que tem como personagem principal Rosie the Riveter. Problematizamos, então, as condições de produção de uma das traduções destacadas, cuja personagem Rosie the Riveter é representada por uma jovem com Síndrome de Down, tomando esse objeto como um lugar em que se pode desvendar as perturbações da continuidade histórica que se cruzam em sua constituição. Acesse aqui.


Estudos Linguísticos (língua(gem), discurso e ensino) e suas interfaces.Revista Eletrônica Interfaces:  Estudos Linguísticos (língua(gem), discurso e ensino) e suas interfaces.
(Ismara Tasso; Jefferson Campos)

Ismara Tasso e Jefferson Campos organizaram uma das edições da revista “Interfaces” (Volume 6, n.1), destinado à grande área dos Estudos Linguísticos. A revista é composta de 10 artigos, os quais, em seu conjunto, resultam de pesquisas teóricas e aplicadas, produzidas por pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e em cujos escopos teórico-metodológicos e analíticos encontram-se contempladas as subáreas da Linguística
Aplicada, dos Novos Estudos do Letramento, da Análise do Discurso franco-brasileira, da Análise Crítica do Discurso, da Sociolinguística, da Semântica Discursiva e da Fonologia.


Redisco - Revista eletrônica de Estudos do Discurso e do CorpoRevista Eletrônica de Estudos do Discurso e do Corpo (REDISCO) – Imagens e movimentos do sujeito
(Érica Silva e Cecília Barros-Cairo)

O volume 7 da REDISCO é composta por artigos de doutorandos que passaram pela experiência do estágio-sanduíche na França, em 2014. Essa edição conta também com um artigo do professor Philippe Dubois e com uma tradução de um artigo da professora Arianna Sforzini. A heterogeneidade teórico-metodológica dos percursos de pesquisa nos mostra quão rica e complementar pode ser a abordagem das movências do sujeito. A pesquisadora do GEDUEM, uma das organizadoras da obra, também contribuiu com o artigo intitulado “A ficcionalização da normalidade e as tecnologias de poder sobre a vida”.


o corpoRevista Eletrônica O corpo é discurso: Regularidades discursivas e proficiência no vestibular indígena
(Luana de Souza Vitoriano)

A pesquisadora Luana de Souza Vitoriano, publicou o artigo intitulado “Regularidades discursivas e proficiências no vestibular indígena”, na revista O Corpo é discurso (Labedisco), edição n. 42, Março de 2015. O estudo buscou abranger as utilizações das modalidades adverbiais e das conjunções, presentes nas produções textuais, dos candidatos indígenas do Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná, bem como constatar o modo como a proficiência em Língua Portuguesa é atestada (ou não) na coerência dessas marcas linguísticas, e, ainda, contrastar os resultados entre as redações a fim de identificar tanto as regularidades discursivas, quanto as regularidades estabelecidas no processo de construção dos enunciados conforme os padrões requeridos na modalidade escrita da língua portuguesa.  Acesse o artigo aqui.