No Brasil, podem-se observar os seguintes contextos bi/multilíngues: a) o das comunidades indígenas; b) o das comunidades imigrantes; c) o das comunidades de brasileiros descendentes ou não de imigrantes em regiões de fronteira, em sua grande maioria, com países hispanófanos (CAVALCANTI, 1999, p. 2). Esses mesmos contextos podem ser observados em toda a extensão do estado do Paraná, o que torna evidente que a situação linguística do estado exige maior atenção governamental, para que se proponha uma educação mais adequada, que leve em consideração os direitos linguísticos de cada comunidade. Nesse sentido, neste trabalho propomos a investigação da condição linguística do estado do Paraná, mais especificamente da forma como as escolas que se localizam em regiões bi/multilíngues lidam com essa realidade, especialmente no que diz respeito à (não) elaboração e/ou (não) aplicação de políticas linguísticas adequadas ao contexto a que elas se referem, para posterior proposição de formação continuada junto aos docentes dessas escolas, a qual compreende inclusive o desenvolvimento da elaboração de materiais didáticos apropriados. Em termos metodológicos, neste trabalho optamos por utilizar a pesquisa qualitativa, de perspectiva etnográfica (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 7). Até o presente momento, os resultados levantados permitem afirmar que, no estado, as práticas político-pedagógicas, em geral, não consideram adequadamente (atendendo as necessidades e desejos expressos pela comunidade) o bi/multilinguismo (e multiculturalismo) existente no estado.

Vigência: 2012-atual

Coordenador(a): Profa. Dra. Letícia Fraga