Em uma perspectiva arqueogenealógica, esta pesquisa tem como temática e objetivo entender como o sujeito homossexual se faz ver e ouvir pela prática discursiva midiática, principalmente, no que diz respeito à união homossexual. Por observarmos que, na contemporaneidade, a mídia circula discursos que versam tanto sobre políticas de afirmação de uma identidade homossexual, aos modos de se significar perante a sociedade por meio da instituição família, quanto discursos que visam somente a afirmação do sujeito homossexual por um interesse socioeconômico, percebemos, nesse entremeio, que se instaura um pânico moral na sociedade. Assim, o referido trabalho busca demonstrar como a mídia impressa, pensando nessa prática discursiva, em que há uma disseminação exacerbada da verbalização do sujeito sobre si mesmo, principalmente sobre sua sexualidade, atua com mecanismos de poder e produz regimes de verdades capaz de (re)construir um imaginário popular sobre o homossexual e seus laços afetivos, produzindo efeitos e regimes de verdades que se criam sobre esses corpos por meio desse fazer falar. Nosso movimento teórico-analítico fundamenta-se na Análise do Discurso de linha francesa, especificamente nos estudos de Michel Foucault. Recorremos, ainda, aos estudos sobre a história do corpo para compreendermos o modo constituição desse dizer sobre o homossexual na contemporaneidade. Agenciaremos, ainda, fundamentalmente as noções foucaultianas de, saber/poder/verdade, norma/normação/normalização, biopoder/biopolítica, disciplina.

Vigência: 2013-2015

Coordenador(a): Marcieli Cristina Coelho ORIENTADORA: Profa. Dra. Ismara eliane Vidal de Souza Tasso