Trata-se de um projeto de pesquisa de nível de Mestrado, no qual o objetivo geral circunscreveu-se às necessidades de demonstrar os modos como as condições de emergência, (co)existência e possibilidade, que constituem o vestibular específico para os povos indígenas, criam espaços de (in)visibilidades para os modos de ver e dizer a proficiência dos sujeitos indígenas no Ensino Superior. Para isso, tomou como materialidade de análise as redações do II Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná, realizado em 2003, e buscou responder à problematização: Como o dispositivo da exclusão pela língua cria espaços de (in)visibilidades nas políticas afirmativas e linguísticas, as quais fundamentam a prática discursiva do Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná? E como esse mesmo dispositivo cria condições de possibilidade nas (re)constituições dos processos nos modos de dizer de si manifestados pela/na proficiência do candidato indígena em língua portuguesa? Depositamos nossa expectativa e confiança na relevância deste estudo pela carência de pesquisas no âmbito das questões linguístico-discursivas relacionadas as populações indígenas no Paraná, não somente para deixar legados a pesquisadores das próximas gerações, mas, fundamentalmente, aprofundar conhecimentos que levassem à compreensão do modo como o dispositivo da inclusão imaginária e da solidariedade é capaz de subjetivar os sujeitos indígenas às práticas que correspondam à língua e cultura maternas, como também às práticas referentes à língua e cultura não indígenas.

Vigência: 2014-2016

Coordenador(a): Luana de Souza Vitoriano – Orientadora: Profa. Dra. Ismara Eliane Vidal de Souza Tasso