LÍDER E PESQUISADORA DO GEDUEM COORDENAM SIMPÓSIO TEMÁTICO NO V CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA, NA UFG

congressp-internacional-historia-ufg-jataiAs inscrições para o V Congresso Internacional de História, da Universidade Federal de Goiás (UFG) – Campus Cidade Universitária – estão abertas até o dia 14 de agosto.

A Profª. Drª. Ismara Eliane Vidal de Souza Tasso (UEM), líder do GEDUEM, e a Profª Drª. Maria de Lourdes Faria dos Santos Paniago (UFG/Regional Jataí), ambas pesquisadoras do GEDUEM, estão recebendo pesquisadores para exporem suas comunicações no Simpósio Temático (ST): 03. Regimes de (in)visibilidade e práticas de subjetivação em Foucault: verdade, poder e história.

Para submeter o seu trabalho no ST das pesquisadoras, siga os seguintes passos: 1. Acesse o espaço próprio para se inscrever; 2. Vá na seção ‘Inscrição de proposta ou trabalho’; 3. Escolha  a ‘opção de Simpósio Temático’; 4. Selecione a opção 3; 5. Submeta o resumo e o trabalho completo. Para outras informações sobre o evento, leia a notícia aqui.

Conheça mais sobre o ST proposto:

Neste Grupo Temático, pretende-se pensar e discutir estudos que problematizem o sujeito e o poder, a partir dos postulados de Michel Foucault. Em O sujeito e o poder (1984), Foucault afirma que o tema central de suas pesquisas é o sujeito, o que nos permite voltar aos processos de objetivação e de subjetivação que “transformaram os seres humanos em sujeito” (FOUCAULT, 1984, p. 236), pois, é a partir desses processos que o sujeito exerce suas práticas sobre as coisas, os outros e si mesmo. Assim, pode-se afirmar que o sujeito é uma construção histórica, reportada a possíveis posições subjetivas, tendo em vista que o que importa, nessa perspectiva, é a emergência de seus enunciados, que estão diretamente relacionados com quem os enuncia. As enunciações são responsáveis por legitimar ou não, por permitir ou não que se ocupe uma dada posição-sujeito. Por isso, as modalidades enunciativas (FOUCAULT, 2004) possibilitam a pluralidade de posições que o sujeito pode ocupar, posições essas que são reguladas por práticas discursivas. Nesse sentido, o sujeito é uma constante produção no interior da história. Para Foucault, o sujeito tem acesso a si por meio de um jogo de relações de poderes e saberes. Não se trata de um poder institucional, mas de micropoderes, disseminados por toda a sociedade, por meio dos quais todos disciplinarizam a si e aos outros. O trabalho de Foucault consiste muito mais em analisar o processo de sujeição, o conjunto de obstáculos que antecedem à constituição dos sujeitos. Foucault tenta mostrar, numa postura decididamente não-filosófica, como, a partir de mecanismos sociais complexos que incidem sobre os corpos, muito antes de atingir as consciências, foram-se dando historicamente várias formas de sujeição. Para Foucault, o exercício de poder é um modo de ação de alguns sobre os outros, que não pode ser confundido com uma simples relação entre parceiros. Portanto, o modo de ação direta de um sobre os outros é o que define uma relação de poder, que se articula sobre dois elementos que lhe são indispensáveis: i) “o outro” (aquele sobre o qual ela se exerce); ii) a abertura de um campo de respostas, reações, efeitos e invenções possíveis. As práticas de subjetivação, tratadas por Foucault, relacionam-se à noção de corpo, uma vez que esses estão submetidos às técnicas e às tecnologias de poder presentes em toda a sociedade, atreladas a dispositivos políticos (da sexualidade, pedagógicos, religiosos etc.), cujas ênfases incidem sobre instituições governamentais ou não, tais como: escolas, hospitais, prisões.
Acreditamos que falar sobre regimes de (in)visibilidade e de práticas de subjetivação na sociedade em que vivemos contribui imensamente com as reflexões propostas pela temática geral do V CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA: NOVAS EPISTEMES E NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS, especialmente porque a teoria de Foucault nos ajuda a compreender de que forma os efeitos do colonialismo continuam presentes.

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