Doutoranda defende sua tese em março

Érica Danielle Silva
Érica Danielle Silva

No dia 18 de março de 2016, às 14h, é a vez da pesquisadora do GEDUEM, Érica Danielle Silva, defender sua tese de doutorado . Intitulada – A ESPETACULARIZAÇÃO DO SUJEITO COM DEFICIÊNCIA EM DISCURSO NO DOMÍNIO CINEMATOGRÁFICO: DISPOSITIVO, NORMALIZAÇÃO E BIOPOLÍTICA – a pesquisa privilegia o investimento discursivo cinematográfico sobre o sujeito com deficiência na contemporaneidade. A audiência é pública e será realizada na sala 203, bloco G34, Universidade Estadual de Maringá (UEM). Conheça mais detalhes do trabalho:

RESUMO

Em continuidade às nossas pesquisas anteriores, esta tese privilegia o investimento discursivo cinematográfico sobre o sujeito com deficiência na contemporaneidade. Filiando-nos aos pressupostos teórico-metodológicos erigidos por Michel Foucault, tal como têm se desenvolvido no Brasil, tomamos as produções fílmicas como lugares de enunciação, cuja função de existência possibilita construir percursos temáticos que trazem à tona dispositivos e configurações significantes que produzem sentidos sobre o sujeito com deficiência e promovem sua normalização na configuração social e política contemporânea. As materialidades que compõem o corpus de pesquisa são quatro documentários exibidos no festival Assim Vivemos (2007) e dois longas-metragens; o filme francês Intochables (Br: Intocáveis, 2011) e a produção brasileira Colegas (2012). O trabalho parte da possibilidade de considerar que (i) o discurso cinematográfico, ao promover as condições para o exercício do olhar a deficiência, gerencia o processo de transformação do ordinário para o cinematográfico, em que se colocam em jogo a luta pela construção de verdades e que (ii) o dispositivo discursivo investe, no campo cinematográfico, em uma maquinaria política de produção de subjetividades e de normalização, sustentada pela transição de uma discursividade de “anormalidade” para uma “normalidade parcial produtiva”. Desse modo, tem-se como objetivo geral compreender o modo como o dispositivo da espetacularização da intimidade do corpo com deficiência, a partir de amostras de histórias, de necessidades e de afetos, organiza a prática discursiva cinematográfica contemporânea e coloca em funcionamento jogos enunciativos, a partir de uma conduta ética no campo individual, social e político. O gesto analítico empreendido possibilitou a confirmação das hipóteses e revelou que a dispersão dos corpos com deficiência, materializados nos filmes, forma uma unidade discursiva a partir de sua produtividade, enquanto possibilidade de agir socialmente. Essa produtividade se dá na ruptura das subjetividades, que denuncia uma emergência discursiva do governo de si para a produção e validação de verdades e, consequentemente para o exercício da biopolítica. Isso porque esses saberes funcionam como estratégias discursivas que atendem a uma demanda da política contemporânea, que consiste em colocar o sujeito com deficiência na cadeia produtiva social.

Palavras-chave: discurso cinematográfico; sujeito com deficiência; dispositivo discursivo; corpo produtivo; subjetividade; normalização; biopolítica.

3 comentários sobre “Doutoranda defende sua tese em março

  1. E’ muito gratificante esta defesa da pesquisadora E’rica! O evento torna-se importante por a pesquisadora ser uma das primeiras, senao a primeira no GEDUEM a alcanc,ar este feito (Doutorado). Seguiremos sempre o seu exemplo! Igualmente, e’ o nome do GEDUEM a se engrandecer cada vez mais. Que o GEDUEM seja sempre a mina onde extraimos os conhecimentos que precisamos para o nosso ser!
    Muita forc,a E’rica e avante GEDUEM!
    David

  2. Obrigada, Davi!
    Será uma emoção muito grande encerrar esse ciclo. É uma honra participar desse grupo e, também, uma responsabilidade e tanto ser esse “exemplo”.
    Espero vocês lá!

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